Sobrepeso e Obesidade - O que devo saber?
- Thaynara Rossi Gavioli

- 17 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de jul. de 2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS), define sobrepeso e/ou obesidade como um excesso de gordura corporal ou acúmulo anormal que atinge graus capazes de afetar a saúde.
O excesso de peso e/ou obesidade estabelecem o segundo fator de risco para o grupo de doenças. Estão relacionados com inúmeras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são elas: diabetes, doenças cardiovasculares, aumento do risco de câncer de mama, cólon, reto, cirrose, entre outras.
A última pesquisa do Ministério da Saúde no ano de 2018, mostrou que 55,7% da população brasileira tem excesso de peso, um aumento de 30,8%, um índice muito alto quando comparado com o ano de 2006 que apresentava 42,6%. Destes 55,7%, os homens apresentam, 21,7% e as mulheres 40%. A prevalência é maior nas faixas etárias de 18 a 24 anos. O índice de 20,7% das mulheres têm obesidade e 18,7% os homens.
Classificação de IMC (Índice de Massa Corpórea)

Fonte: Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), 2018.
A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais aspectos para a promoção da saúde e assim também reduz os números de morbimortalidade, além da melhor qualidade de vida.
A morbimortalidade com relação a obesidade vem crescendo de forma preocupante, mais ainda quando o IMC está em torno de 30kg/m² e o risco de morte precoce aumenta em 2 vezes com IMC acima de 35kg/m².
Um estudo de Engel et al, de programas de redução do peso com base em medicamentos e aconselhamento nutricional, considerou perda de 5% do peso corporal, mas logo em seguida, foram recuperados, mínimo 5% do peso entre 10 a 41 meses, tendo uma média de 28 meses. Concluindo assim, não ter bom resultado a longo prazo.
Além desses fatores de maior risco de doenças, efeito sanfona, há também um preconceito contra a obesidade, e o mesmo é iniciado por volta dos seis anos de idade, estas pessoas são descritas como preguiçosas, feias e sujas, para alguns trabalhos são classificados como menos qualificados, problemas emocionais e interpessoais, etc.
Entre as pessoas obesas submetidas à cirurgia bariátrica, 80% relataram terem sido realizadas devido ao peso, pois sempre ou quase sempre foram tratados de forma desrespeitosa pela classe médica.
Na obesidade grau lll ou também conhecida como mórbida a má qualidade de vida é mais evidente, o isolamento social também é mais significativo, resultante da inadequação de "padrões sociais".
De acordo com Segal e Fandino, o preconceito pode acontecer entre as pessoas que prestam serviço de saúde.
Dicas para mudar o estilo de vida:
Consumir 3 unidades de frutas por dia.
Consumir 3 unidades de legumes e verduras.
Evitar carnes processadas (presunto, linguiça, salsicha, etc).
Evitar frituras assim preferindo alimentos grelhados ou assados
Consumir leite e derivados com teor de gordura menor.
Consumir doces, bolos, refrigerantes de vez em quando.
Não utilizar saleiro de mesa.
Evitar refeições prontas, industrializados, congelados, etc.
Aumentar a ingestão de água.
Praticar atividade física com orientação adequada de um educador físico.
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Referências.



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